sábado, 26 de novembro de 2016

RESENHA DA HQ VIÚVA-NEGRA 1



Neste ano de 2016, os rumores  do suposto filme solo  da Viúva-Negra esteve bastante em alta, principalmente depois que teve um vazamento das informações dos filmes da Fase 4 da Marvel, onde o filme dela aparecia nesta lista com data  prevista para 2021. 


 













Enquanto nada disso é concreto, porque depende de muitos fatores, principalmente no que diz respeito a Marvel manter ou não Scarlett Johansson no seu cast. Vou então comentar sobre a HQ solo da Viúva-Negra número 1.
Publicação da Panini Comics da linha Totalmente Nova Marvel, com impressão em Log e Print Gráfica em Fevereiro de 2016 ao custo de 22,90 R$, contendo 148 páginas reunindo as edições 1 a 6 de Black Window e parte de All-New Marvel Now! Point One 1. Publicadas originalmente nos EUA entre Março a Julho de 2014. No formato americano em edição de luxo com a capa cartonada.
Com roteiro de Nathan Edmondson, arte de Phil Noto, Ellie Pyle como editora original e Axel Alonso como editor chefe original. Na equipe tupiniquim contou com Leo “Kitsune” Camargo e Paulo França como tradutores. Celso Pimentel nas letras e Leo “Kitsune” Camargo como editor.
Esta obra  traz uma trama muito envolvente, fantástica, principalmente de clima de espionagem com intrigas e tensão o tornando um autentico thriller recheado de surpresas, é com esta pegada que somos apresentados neste primeiro número solo dela um arco impressionante que envolve a sua rotina perigosa agindo como assassina mercenária contratada para os serviços mais arriscados do mundo encarando gente muito perigosa. Dos mafiosos aos terroristas, passando pelos fanáticos religiosos entre tanta gente perigosa. Dentre essas ameaças está um fanático que se autodenomina de Martelo de Deus.
O roteiro escrito por Nathan Edmundson conseguiu bolar uma excelente escopo do  enredo cheio de reviravoltas com esta pegada de espionagem, que envolve a essência detetivesca  e como assassina profissional da Viúva-Negra. Que é bem casado com  a arte de Phil Noto, cujas técnicas do traço das ilustrações  cria um tom tão bem realista que nem parece ser mesmo um gibi, a impressão que fica é como lendo um quadrinho adaptado de um sucesso do cinema. Bem casado também com as variedades das tonalidades e paletas de cores apresentadas que cria uma identidade visual a obra muito bacana, show e sensacional com o clima de tensão.  Dando a impressão de terem sido  feitos com tintas a óleo,  de tão perfeitas que ficaram o tom realista da obra, parecendo mais fotografias. Tornando assim uma grande obra-prima dos quadrinhos.

No balanço geral, apesar da obra apresentar um preço pouco acessível, ainda assim posso garantir que ela vale a pena ser lido para quem gosta da pegada de espionagem e conhecer um pouco mais a fundo a essência da Viúva-Negra fora dos Vingadores no UCM(Universo Cinematográfico Marvel). Após ler esta Hq solo que me surpreendeu, fico numa expectativa maior para conferir o futuro filme solo dela. Quando vai sair, ai só mesmo os  todos poderosos executivos da Marvel Studios é quem vão decidir.

sábado, 5 de novembro de 2016

RESENHA DA HQ AS LENDAS DE EXTREMOZ




 



A representação folclórica da cidade de Extremoz no Rio Grande do Norte  está bem retratado   aqui nesta edição do quadrinho intitulada “As lendas de Extremoz”, uma publicação da Editora Sol, selo da Coleção Evaldo Oliveira de autoria do quadrinista potiguar Carlos Alberto. Produzido em papel offset comum, com capa policromada em papel couché 60g, sem lombada em impressão offset na Gráfica Manimbú, contendo 24 páginas contando capas e miolo. Apesar de não ser uma edição de luxo, ainda assim contém uma ótima história.  Com roteiro e diagramação do próprio Carlos Alberto, além de desenhar, claro.  O desenho que ele aqui  apresenta é de uma excelente  qualidade, principalmente por ser voltado a  atingir o público infanto-juvenil como bem me falou o próprio autor numa conversa em particular pelo Facebook. Já que ele fez o lançamento desta obra durante o importante evento de cultura pop aqui no Estado que foi no Saga 2.0 em Outubro de 2016.
O estilo cartunesco do traço é o que dá o ótimo tom da obra, e sem as cores fica parecendo com um aspecto bem próximo de um mangá, o famoso quadrinho japonês como bem me contou o próprio autor.
O escopo que ele elaborou para o enredo é muito envolvente, fantástico. Apresenta uma  formula bem aventuresca, em um cenário bucólico como no município de Extremoz com muitos toques de  escapismo,  para dar aquela sensação lúdica de fantasia  ao leitor infanto-juvenil. Ainda mais se utilizando da figura de um menino, que se eu não tivesse consultado com o próprio autor pensaria que fosse menina, ainda mais pela maneira como ficou desenhado. Chamado Naara que nos servindo de guia para apresentar a cidade,  quebrando a quarta parede constantemente a cada página que aparece.  É ele que nos conta um pouco das peculiaridades da região.
Como no texto introdutório explicando um pouco da história do local um município litorâneo do Rio Grande do Norte que  antes da colonização portuguesa era habitado inicialmente pelos índios tupis, paiacus e potiguaras, que viviam as Margens da Lagoa de Guajiru. Também neste texto introdutório é explicado outros dados importantes sobre o município que foi a primeira vila da capitania do RN,  como  a origem do nome Extremoz, que recebeu em homenagem a cidade do Alentejo, em Portugal. Também que foi lá em 1607, que uma parte da terra foi concebida aos jesuítas, pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, onde teve como principal objetivo catequizar os indígenas e sendo também responsáveis pela construção da Igreja de São Miguel e estabelecimento da Missão Guajiru.  
Foi também em 1759 que o município foi criado oficialmente através de alvará, e instalado no dia 03 de Maio de 1760. Na antiga aldeia de Guajiru, tendo por sede a vila de Extremoz.  O texto introdutório termina concluindo que em 1885 a sede foi transferida para o povoado de Boca da Mata e passou a chamar-se Vila do Ceará-Mirim. Mas em 1963, desmembra-se do município de Ceará-Mirim e conquista sua independência politica. Assim desse jeito nós conhecemos um pouco sobre a primeira vila do Rio Grande do Norte.
No decorrer das folheadas somos então apresentados primeiro a parte praieira  de Extremoz com suas dunas, que servem como principal apelo turístico da região com os passeios de buggys,  suas práticas de esportes aquáticos e a Lagoa de Jenipabu com suas visões panorâmicas bem traçadas no perfeito  estilo cartunesco.
Em seguida Naara nos apresenta fatos curiosos  de Extremoz na época  da colonização portuguesa, antes da invasão holandesa quando houve a chegada dos jesuítas para catequizar os índios de uma forma bem didática.  Em seguida nos apresenta a construção da primeira igreja.  Onde lá somos levados a origem da lenda do sino caído  no lago, ocorrido após o acidente com o carreiro João  com sua carroça,  que agoniado quando viu os bois pararem numa noite levando o sino pesado. Havia quem acreditasse que o sujeito tinha um pacto com o demônio principalmente para aguentar a noite toda de viagem e nisto consequentemente ele sofreu a queda do lago que originou sua lenda que toda vez que o sino toca é sua maldição.   Assim como é mostrado a figura das cobras gigantes que pertencem a característica peculiar da cultura  local  entre outras peculiaridades que fazem parte do imaginário  Extremoz.
Foi também durante nossa  conversa no Facebook, que o Carlos Alberto contou que a ideia de transpor esta riqueza cultural da região para um quadrinho partiu depois dele ter tido uma conversa com seus primos que residem lá em Extremoz e “comentavam da dificuldade dos jovens encontrarem um ponto de partida pra um espetáculo,  muitos que moram lá sequer sabem dessas lendas.  Daí comecei o projeto. Espero que  eles possam utilizar o trabalho como referência".  Uma ótima iniciativa esta do Carlos Alberto de valorizar o patrimônio local.
Para resumir e concluir, o autor cumpriu bem o seu objetivo  de preservar a  cultura regional,  numa obra de ficção que além de usar de bons elementos didáticos como o Naara  servindo de guia para os leitores com sua interação quebrando a quarta parede,  também teve a preocupação de se utilizar do recurso narrativo das licenças poéticas e criativas  para entreter o leitor com toques lúdicos  de escapismo principalmente no que diz respeito a representação de tipos que fazem parte do imaginário regional do povo de Extremoz. Bem casado a representação cartunesca de cada personagem.  Podendo assim servir como uma  referencia para as próximas gerações,  instrumento muito importante de enriquecer a nossa cultura e  também dos nossos professores poderem trabalhar uma maneira mais atrativa  dos seus alunos preservarem sua identidade de cidadãos norte-rio-grandenses.  Leitura imperdível recomendo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

RESENHA CRÍTCA DO LIVRO LUMÍNIOS – A VITÓRIA DOS EXILADOS



Imagine como seria um romance de fantasia nos moldes de O Senhor dos Anéis com toda a magia de Harry Potter, escrito por um brasileiro, potiguar, natural da cidade de Natal-RN!

















 Foi assim, com essa perplexidade que me senti lendo o livro Lumínios - A Vitoria dos Exilados, primeiro livro de uma saga escrita pelo resenhista crítico e professor de geografia do ensino fundamental e médio Paulo Cesar Palhares, o P.C. Palhares como ele assina na obra. 














Um dos personagens desenhado por Marcos Guerra, o dono da K-Ótica Loja. 



Publicação recente dos selos editoriais da capital potiguar CJA Edições e Trairy Books, Lumínios traz um total de 143 páginas distribuídas em 38 capítulos apresentando, um envolvente enredo que gira em torno de um território chamado Lumínios, um lugar “comandado por instituições regenciais que trabalham para construção e desenvolvimento de toda a região, cada qual desempenhando uma função específica”. Dentre estas, a que o romance mais destaca é a Regência Mantos Azuis, um lugar importante por pregar a ordem e a sabedoria, fica localizado na capital Ápricis.


 












 No sistema político democrático deste lugar, eles costumam eleger a cada período um novo Grande Comendador, representando a figura do líder indicado por uma dessas instituições que regem Lumínios. Até chegar ao momento onde eles não conseguem entrar em acordo e aí tem início a jornada da nossa história trazendo um grupo de guerreiros que terão como missão em sua trajetória, proteger e trazer a paz ao mal que está para surgir em Lumínios. É neste cenário imaginário escapista, com toques fabulares de fantasia, somados as fórmulas de magia mesclado as novelas de cavalaria e muitas doses de lendas medievalistas arturianas, que foge completamente da realidade brasileira que temos em  um romance, único, inovador e  por assim  dizer revolucionário no estilo próprio de literatura nacional que estamos acostumados a ler, fugindo um pouco das fórmulas folhetinescas ou mesmo de crônicas que refletem bem os tipos sociais brasileiros. A primeira vista, pode até parecer estranho um escritor brasileiro da terra potiguar  escrever este tipo de literatura, ainda mais tendo como ambientação um lugar imaginário, que não reflete em nada a realidade brasileira, e com estes elementos ele usa e abusa do recurso narrativo da licença poética e criativa para nos apresentar o seu universo peculiar de Lumínios.




 














 Trazendo das muitas referencias de alguns autores experts neste universo como J.R.R.Tolkien (1892-1973), autor de “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, também em C.S.Lewis (1898-1963) autor das “Crônicas de Nárnia”, Douglas Adams (1952-2001) autor do “Guia dos Mochileiros das Galáxias”, Lewis Carroll (1832-1898) autor de “Alice no país das maravilhas” e no brasileiro e nordestino da Paraíba Ariano Suassuna (1927-2014) autor do livro teatral “O Auto da Compadecida”, autores que inspiram o grande fã Palhares. Ainda que alguns haters faça muito rebuliço o acusando de estar copiando uma formula típica do  estrangeiro, não só pelo modelo como ele formatou, esculpiu e dilapidou sua obra, como também de assinar abreviado como costumam fazer muitos autores britânicos e americanos. De todo jeito, o livro trata-se de uma aventura fascinante, com todo um clima de pura viagem imaginativa com personagens cujos nomes são bem peculiares para guerreiros, o que pode ser explicado pelas influências dos idiomas latinos, anglo-saxão e céltico para criar o ambiente medieval da obra. Como Ignis Fênix Renovatio, Urit Draco, Lavina Lockheart, Veigar Beemoth, Magno Lionheart e Raffreddore de Vincenza. Dentre outras influencias de diversas culturas, de diferentes povos que tornam o conteúdo desta obra bastante riquíssima. 

 










 



























Para quem espera um clima de batalhas épicas, vou logo baixando a bola, explicando que este livro não nos apresenta nada disto! Trata-se de uma obra de pura introdução, mostrando o desenvolvimento de cada personagem para fluir a trama do livro e inspirar possíveis tramas nas próximas edições.














Minha edição autografada pelo P.C.Palhares.




 












P.C.Palhares me entregando pessoalmente a edição de Lumínios- A Vitória dos Exilados. 


Há muitos diálogos com teor filosófico e profundamente reflexivos abordando questões religiosas e politicas, que, se você não entrar de cabeça no livro, pode ser que você se perca, pode ser que você fique entediado, e também pode ser que você descubra coincidências no mundo real. O clima de batalha épica o autor deixou para o final com um importante gancho para o livro seguinte desta saga literária. Posso resumir que o livro é uma ótima pedida para a pessoa despertar sua imaginação com os personagens fabulares e o clima de intensa intriga palaciana que envolve o enredo de Lumínios. Recomendo este livro, em especial para os que gostam de quadrinhos, principalmente pela capa ilustrada com as criaturas mitológicas do dragão e da fênix, brilhantemente desenhada pelo Marcos Guerra, quadrinista também Potiguar, dono da célebre loja de quadrinhos em Natal/RN K-Ótica, que também ilustrou os desenhos de alguns personagens da obra, que aparecem nas páginas iniciais assim que você folheia. A arte dos detalhes do traçado de cada personagem, somados as paletas de cores que ele também criou, tornou o acabamento perfeito, ajudando assim ao leitor usar desta referência para imaginar cada personagem em cada situação bem descrita no livro. Para finalizar, pego a frase que o P.C. Palhares menciona com muita frequência e que inclusive está escrito no autógrafo do meu exemplar, que é “Vamos iluminar o mundo”. Esta obra tem potencial para ser um best-seller.